O "Crédito do Trabalhador" completou seu primeiro ano com mais de R$ 117,1 bilhões em crédito concedido. Janeiro de 2026 marcou o maior volume mensal desde o lançamento da plataforma, em março de 2025, com R$ 13,1 bilhões concedidos. A iniciativa alcançou aproximadamente 9,5 milhões de trabalhadores por meio de cerca de 21 milhões de contratos, com média de R$ 12.359,92 por pessoa.
O programa conta com 166 instituições financeiras autorizadas, sendo 100 já em operação. Entre os principais credores estão Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Banco Pan, Santander Brasil, C6 Bank e Caixa Econômica Federal.
O programa atende trabalhadores CLT, domésticos, rurais, empregados de MEI e diretores com FGTS. Ele permite que trabalhadores substituam dívidas de alto custo por crédito consignado com taxas menores.
Mais de R$ 33,2 bilhões foram destinados a trabalhadores com renda entre um e quatro salários mínimos — cerca de 30% do total concedido à população de menor renda.
"Esse programa permitiu que pessoas que recorriam a agiotas tivessem acesso a crédito seguro e ajudou outros a saírem do cheque especial ou de empréstimos de alto custo." — Luiz Marinho, Ministro do Trabalho
Desafio dos juros
A taxa de juros média está em 3,67% ao mês. Dados do Banco Central referentes à semana de 3 a 9 de março mostraram taxas variando de 1,63% a 7,07% ao mês — acima dos números de janeiro informados pelo Ministério do Trabalho.
A redução dos juros será debatida em reunião do Comitê do Crédito do Trabalhador, com participação do Ministério do Trabalho, Casa Civil e Ministério da Fazenda. Estão em análise propostas para evitar abusos nas taxas.
Outra solução potencial envolve o uso de garantias: até 10% do FGTS e 40% das verbas rescisórias. A implementação é esperada ainda neste semestre, com orientações operacionais específicas.
O Brasil tem mais de 47 milhões de trabalhadores formais. O governo estima alcançar aproximadamente 25 milhões de trabalhadores nesse programa de consignado privado em quatro anos.
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