Ir para o conteúdo principal
creditoeducacao-financeira

O que significa a primeira liquidação de uma fintech de crédito em 8 anos

Intervenção do Banco Central na Dank SCD reforça o aperto regulatório sobre fintechs de crédito. Brasil tem 142 SCDs ativas, ante menos de 100 em 2022.

2 min de leitura Equipe Resgata.ai

A liquidação extrajudicial da Dank Sociedade de Crédito (SCD), comunicada pelo Banco Central (BC), foi a primeira envolvendo uma instituição com esse tipo de licença desde a regulamentação das fintechs de crédito, há cerca de oito anos. É simbólica não apenas pelo ineditismo do caso, mas também pelo cenário atual da regulação financeira.

Aperto regulatório em alta

Somente em 2026, em menos de três meses, o BC liquidou seis instituições, incluindo a Dank SCD. É verdade que quatro desses players têm ligação com o escândalo do Master. Mas as decisões recentes reforçam o aperto regulatório da autarquia, frente à explosão de novas instituições e aos desafios de prevenção contra fraudes e lavagem de dinheiro.

Números do mercado e desaceleração

Atualmente, o Brasil conta com 142 SCDs, de acordo com o site do Banco Central. Em dezembro de 2022, a lista não chegava a 100. Após o boom de autorizações entre 2021 e 2023, houve uma desaceleração no ano passado: em 2025, foram apenas 12 novas autorizações, contra 22 em 2024 e 20 em 2023.

Tendência de venda de licenças

Outro movimento crescente é a venda de licenças — tendência também observada entre as Instituições de Pagamento. Para citar exemplos recentes autorizados pelo regulador: a Via Capital SCD foi comprada pela Celcoin; em novembro de 2025, o BC aprovou a venda da Provu SCD; dois meses antes, a NG.Cash recebeu o sinal verde para comprar a licença de SCD da BizCapital.

O que são as SCDs?

As SCDs (Sociedades de Crédito Direto) são um dos dois tipos de fintechs de crédito reguladas pelo BC — o outro modelo é a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP). As regras para ambas foram definidas em abril de 2018 pelo Conselho Monetário Nacional.

Nas operações de empréstimos por meio de plataformas eletrônicas, as SCDs podem utilizar apenas recursos próprios — ou seja, não captam depósitos do público. Muitas delas cedem os créditos de sua carteira a Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) para acessar capital adicional.